Há mais que beleza nas estrelas, todavia mistério ainda se faz, e o brilho sublime em cada uma delas desperta o primórdio dos sentidos, que nos faz navegar em emoções mesmo sem saber o que enfurna as velas deste navio chamado amor e amizade.
Cuide das impressões que você deixa por ai, zele pela imagem que você passa para os outros, mas não invente uma nova pessoa, seja você mesmo, apenas vigie o seu falar, observe o seu tom de voz, até palavras carinhosas podem ferir, dependendo do tom que você usar.
Cuide do amor que você conquistou, zele pela manutenção do sentimento que os uniu, cultive a harmonia das idéias, façam planos juntos. Como na conquista, renove-se todos os dias, apresente sempre o seu melhor, arrume-se para a pessoa amada, mesmo depois de 25 anos de união, o amor pede renovação, dedicação, paixão...
Cuide do seu espírito, da sua alma, a parte mais importante do seu "eu", cultive a alegria e descubra o prazer de viver, alegre-se nas coisas mais simples, no calor do sol, entregue-se ao aquecer, na força do mar, esvazie-se e fique limpo, na beleza do céu, sonhe com as nuvens, na noite estrelada, reconheça Deus.
Cuide bem de todo mundo que você gosta, isso é básico e fundamental. Mas arrume tempo para cuidar de outros, daqueles que você desconhece, daqueles que você nem gosta, praticando a verdadeira caridade, descobrindo-se capaz de amar de várias maneiras, de entregar-se á tarefas que julgava-se incapaz, assim, a obra se faz em você: você se melhora e descobre que cuidar de alguém, é na verdade querer-se muito bem, é ser do bem, é viver o bem, ser da luz e pertencer a Jesus. Cuide bem de você!
"Enviarei um Anjo adiante de ti para te guardar no caminho e
te fazer entrar no lugar que eu preparei" (Ex 23,20) Anjos existem? Sim, mas não na forma romanceada e idealizada pelos pintores renascentistas, com asas e com feições infantis. A palavra anjo quer dizer mensageiro e designa algumas vezes a pessoa humana que faz as vezes de mensageiro (Is 18, 2; 33, 7).
Na Bíblia, usa-se a palavra anjo para designar os espíritos elevados que atuam como mensageiros divinos. Assim, Deus envia anjos para anunciar sua vontade, para corrigir, punir, ensinar, repreender, consolar (Sl 102, 20; Mt, 4, 11; 13, 49; 26, 53).
Na Bíblia, além das aparições, temos definido seis diferentes graus: Serafim (Is 6, 2.6), Querubim (Gen 3, 24; Eclo 49, 10; Ez 10, 1-22), Tronos (Col 1, 16), Dominações (Col 1, 16), Virtudes (I Pdr 3, 22), Potestades (Col 1, 16; I Pdr 3, 22). Principados (Col. I, 16), Arcanjos (I Tes 4, 16) e Anjos.
Segundo a Bíblia, alguns anjos rebelando-se contra Deus, pecaram, foram expulsos do céu e condenados ao inferno (2 Pdr 2, 4). Os anjos bons podem ver a Deus (Mt 18, 10) e são chamados filhos de Deus (Jó 1, 6; 38, 7), são executores da vontade de Deus (Sl 102, 20; Mt 4, 1; 13, 49; 26, 53), auxiliam aqueles que teme a Deus (Sl 33, 8; 90, 11; Bar 6,6), são protetores de regiões ou países (Dan 4, 10.20; 10, 10.13.20.21; At 16, 6) e de indivíduos (Mt 18, 10).
A – Os Anjos na Bíblia
São os ministros de Deus que os envia a este mundo em missões diversas, relacionadas com a nossa salvação, (Heb. 1,14), missões especiais umas, (Cf.Lucas 1,19-38; Atos 10,22); e até habituais como em Mateus 18:10. (Mat. 18,10; Hebr. 1,14).
Os anjos intercedem por nós ((Heb. 1,14), (Zac. 1,12-13) Os anjos, são dignos de veneração, mas nunca de adoração, pois o ato de adoração é devido a Deus, como reconhecimento de sua superioridade como o Senhor Criador de tudo. Já, a veneração, é o respeito, amor e gratidão que podemos devotar ao nosso anjo guardião.
Veja em Apocalipse: 19,10 onde o Apóstolo João se joga aos chãos para adorar ao anjo, ele por sua vez, lhe diz: (AP 19:10) "E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou servo como tu, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia."
Então podemos pedir a interferência do nosso anjo da guarda em determinada situação, agradecer a sua ajuda, mas jamais cultuá-lo.
É uma boneca de pano feita pela Tia Nastácia, com olhos de retrós preto, sobrancelhas lá em cima. Era muda até que engoliu a pílula da fala inventada pelo doutor Caramujo. A partir daí, fala como uma matraca. Emília é muito independente, a tal ponto que ela mesma se auto define como "independência ou morte". É também uma filósofa que acredita que "a verdade é uma espécie de mentira bem pregada das que ninguém desconfia".
É príncipe e rei do Reino das Águas Claras. Anda em carruagem puxada por cavalos marinhos, tem um exército de peixes espada. Ficou noivo da Narizinho e levou toda a turma para conhecer as maravilhas do fundo do mar.
Grande médico, o doutor Caramujo, de doença entende tudo. Cura qualquer coisa com suas pílulas milagrosas. Curou o Príncipe Escamado, curou o pinto sura, a Sardine e curou até a "tosse de cachorro" que atormentava a Tia Nastácia. Foi o doutor Caramujo quem deu à Emília a capacidade de falar.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença a vida.
Crescem com uma estridência alegre e, as vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de maneira igual, crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê a pázinha de brincar na areia, as festinhas de aniversários com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil.
E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incomodas mochilas da moda nos ombros.
Ali estamos com os cabelos esbranquiçados. Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos que não repitam. Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
Saíram do banco de trás e passaram para os volantes de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais a cama deles ao anoitecer para ouvirmos suas almas respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, nãos lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto. No princípio subiam a serra ou iam a casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos.
Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
O pais ficaram exilados dos filhos.
Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
Chega um momento que nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar) para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não podem morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo. Giro o lápis em torno da mão e eu me dou uma luva. E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel. Num instante imagino uma linda
gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva, norte e sul, Vou com ela viajando no Havaí, Pequim ou Istambul,
Pinto um barco à vela, branco, navegando, é tanto céu e mar, num beijo azul.
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená. Tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar. Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo. E se a gente quiser ele vai voltar.
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida. Com alguns
bons amigos bebendo
de bem com a vida.
De uma América a outra eu consigo passar num segundo. Giro um simples compasso e num círculo eu faço um mundo.
Um menino caminha e caminhando chega no muro. E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar.
Não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de voltar. Sem pedir licença muda a nossa vida. E depois convida a rir ou chorar.
Nesta estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá. E o fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar. Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela. Que um dia, enfim, descolorirá...